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Sorocaba anuncia medidas para combater migração de usuários de drogas

O prefeito de Sorocaba e presidente da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), Rodrigo Manga, anunciou nesta sexta-feira (3), medidas para combater a migração de usuários da Cracolândia da capital para o interior paulista. As três iniciativas anunciadas são: a criação de um comitê regional, em parceria com o governo estadual, um censo para identificar quem são essas pessoas de suas origens, e o início de barreiras humanitárias na rodoviária de Sorocaba e em rodovias.

O anúncio foi feito pelo prefeito, em seu gabinete, no sexto andar do Paço Municipal, após uma reunião sobre o assunto com 13 prefeitos das 27 cidades da RMS, e representantes dos que não puderam comparecer. O evento contou ainda com integrantes de secretarias municipais da cidade, das polícias Civil e Militar, da Guarda Civil Municipal (GCM) de Sorocaba e de alguns municípios.

Segundo a Prefeitura de Sorocaba, a cidade já havia identificado o aumento de pessoas em situação de rua no mês passado, por meio das ações que são realizadas diariamente pelo programa municipal “HumanizAção”. Na última terça-feira (31). Manga chamou a atenção para a situação e, na ocasião, disse que foram identificados diferentes casos de usuários que recentemente deixaram a Cracolândia, na capital paulista, vindos das praças Júlio Prestes e Princesa Isabel, para os municípios do interior paulista.

Na reunião desta sexta, o prefeito de Sorocaba disse que foram identificadas um aumento de sete pessoas em situação de rua na cidade no último mês, e que o número total também cresceu em maio e chegou a 60 pessoas. “Por isso, a Prefeitura de Sorocaba emitiu sinal de alerta e convocou os prefeitos da RMS, as forças de segurança e as autoridades locais, estaduais e federais para uma reunião extraordinária de urgência sobre a migração de usuários da Cracolândia da capital para o interior paulista”, afirma Manga.

Após a reunião, foram definidas três medidas iniciais: a criação de um comitê regional, um censo para a identificação das pessoas em situação de rua nas 27 cidades da RMS, e em Sorocaba o início das barreiras humanitárias, que fará a abordagem de pessoas em situação de rua que chegam na cidade por meio da rodoviária e também pelas rodovias.

De acordo com o prefeito de Sorocaba, o comitê deverá contar com a participação das 27 cidades da RMS, e em parceria com o governo estadual, e com o governo federal, irá oferecer as vagas que já foram disponibilizadas para o tratamento de usuários de drogas, já que uma parcela considerável das pessoas em situação de rua necessitam de tratamento e internação.

Já o censo, que também deverá ser realizado em todos os municípios da RMS, irá apontar quantas são as pessoas atualmente em situação de rua nessas cidades, quantas são usuárias de drogas ou álcool, quais suas origens e quantas, por exemplo, vieram da Cracolândia da capital paulista. Manga disse que algumas cidades da RMS já identificaram o aumento de pessoas em situação de rua, mas não sabem a origem delas, e em outros municípios da região ainda não houve aumento.

E em Sorocaba, a prefeitura começará no próximo dia 10 deste mês, as chamadas barreiras sanitárias, que serão feitas na rodoviária da cidade e também em trechos das rodovias, que cortam o município. “Nós vamos abordar as pessoas que estão chegando na cidade para saber qual sua origem e já será oferecido ajuda, por meio da Secretaria da Cidadania, e da coordenadoria da saúde mental, e da força policial no caso de pessoas que são procuradas pela Justiça”, aponta Manga.

Prefeitos da RMS apoiam medidas

O prefeito de Mairinque, Toninho Gemente, participou da reunião e disse que aprova a criação das medidas e que ele também constatou aumento de pessoas em situação de rua no município. “Vamos participar do comitê e achamos que as medidas são necessárias. Também tivemos em Mairinque um aumento nos casos de furtos e sabemos que eles estão relacionados com o tráfico de drogas. Então, tais iniciativas são necessárias”, afirma.

O prefeito de Salto de Pirapora, Matheus Marum de Campos, também disse que o município vai participar do Comitê, mas que a responsabilidade pelo tratamento de usuários de drogas não deve ser somente das prefeituras, principalmente em relação aos custos. “Os municípios, principalmente os menores, não têm condições de arcar sozinhas com todo o custo do tratamento. As famílias dessas pessoas também têm sua parcela de responsabilidade”, afirma.

O prefeito de Salto de Pirapora disse ainda que considera a ação da Prefeitura de São Paulo na Cracolândia como uma medida eficaz.

A reunião também contou com a presença da coordenadora estadual de Políticas sobre Drogas, Eliana Borges, que informou que o governo estadual irá disponibilizar vagas para tratamento de usuários de drogas que queiram fazê-lo de forma espontânea e que os municípios que necessitam das vagas, em comunidades terapêuticas, devem entrar em contato com o governo estadual. (Da Redação)

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

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