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Sorocaba registra saldo positivo de empregos no mês de junho

Dados são do Caged que dão destaque para os setores de serviços, indústria, comércio, construção e agropecuária

Sorocaba registrou saldo positivo de 1.673 na geração de empregos, confome dados do mês de junho do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem (28). O índice se refere ao número de contratações pelas normas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Durante o período, foram registrados 11.050 admissões e 9.377 desligamentos. Já o acumulado do primeiro semestre de 2022 subiu para 7.077, uma média de 1.179 empregos gerados mensalmente.Os setores de destaque foram serviços (3.840), indústria (1.768), comércio (897), construção (537) e agropecuária (35).

Em relação ao mês de junho, o setor de serviços também foi apontado como o maior gerador de empregos, com saldo de 1.178 postos preenchidos; em seguida, a indústria (269); em terceiro lugar, o comércio (241); e em quarta posição, a agropecuária (16). O município ficou à frente de várias cidades de porte semelhante ou maior, que são tradicionalmente grandes geradoras de emprego, tais como: Osasco (-9), Santo André (258), São Bernardo do Campo (1.424), São José dos Campos (-16), Ribeirão Preto (605), São Caetano do Sul (1.234) e São José do Rio Preto (460).

Apenas o setor de construção teve saldo negativo em Sorocaba, com 659 admissões e 690 desligamentos, um corte de 31 vagas. Outros setores também chegaram a registrar saldos negativos, porém, em outros meses. Em janeiro, o comércio fechou -370 vagas . As demissões nesse período do ano são comuns, segundo especialistas, por conta das contratações temporárias de fim de ano. Em março, a agropecuária recuou em -5 vagas; e abril, a indústria teve um corte de 26 vagas.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo (Sedettur), Robson Coivo, a cidade ter encerrado um semestre inteiro com desempenho positivo na geração de empregos se dá em razão de todo trabalho realizado pelo Poder Público em conjunto com a iniciativa privada.

Já para Roque Pinto de Camargo Neto, economista e professor universitário, apesar dos saldos positivos do município, o cenário não é considerado ideal. Isso porque a cidade ainda se recupera da pandemia de Covid-19, que prejudicou praticamente todos os setores nos últimos dois anos. Por ser considerada um dos maiores polos industriais do Estado, o setor que mais deveria crescer em Sorocaba, de acordo com Neto, seria o de indústria. Se a realidade fosse essa, outros setores seriam afetados pelo encadeamento econômico e, consequentemente, também cresceriam.

“A indústria gera muitos empregos diretos e indiretos. Então, os serviços estão relacionados ao setor industrial. Empresas demandam por esses serviços prestados, sendo eles desde consultorias a limpeza do local. Por conta da crise sanitária e da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, esses índices ainda estão com um certo atraso. Exemplo disso é a falta de insumos para montagem de carros. Há filas de espera para pedidos da indústria automobilística, que inclui peças importadas de países como a China”, explicou.

Embora o resultado ainda não tenha atingido suas expectativas, Neto enxerga os próximos dois anos com otimismo. “Os anos eleitorais costumam ser difíceis economicamente falando, pois há muita insegurança por parte das empresas. Mas, nos próximos dois anos, acredito que a situação vá melhorar. O mercado consumidor no Brasil é grande, somos um país jovem e fazemos exportações importantes para a economia nacional. As coisas estão fluindo bem”, finalizou. 

Jornal Cruzeiro do Sul

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