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Criminalidade aumenta em 8 índices monitorados em Sorocaba

Houve queda de casos em outros cinco aspectos, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública

Oito dos 17 índices criminais monitorados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo aumentaram em Sorocaba, no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021. Por outro lado, cinco caíram, enquanto três continuaram inalterados. Os crimes que subiram foram homicídio culposo (sem intenção) por acidente de trânsito, lesão corporal seguida de morte, estupros, roubos em geral e de carga, e furtos de veículos no geral. Já homicídio doloso (intencional), tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, lesão corporal culposa por acidente de trânsito, e outros tipos de lesão corporal culposa diminuíram. Os dados constam em relatório mensal divulgado pela SSP no dia 26 de abril.

Os furtos tiveram a maior alta, passando de 1.426 no ano passado para 2.066 neste ano (47%). Em seguida, aparecem os roubos, com alta de 264 para 366 (23%). Na terceira posição, estão os roubos de veículos, de 50 para 65 (30%). Na sequência, vêm os estupros, que aumentaram de 50 para 58 (16%). Posteriormente, os homicídios culposos por acidente de trânsito, com ligeiro crescimento de 21 para 22 (4,7%). Os furtos de veículos também subiram, mas pouco, de 265 para 266 (0,3%).

Além disso, nos três primeiros meses deste ano, houve casos de três crimes não ocorridos no mesmo período de 2021. São eles: roubo de carga, com cinco ocorrências; homicídios culposos em geral; e lesão corporal seguida de morte, com um registro cada.

O dado sobre estupros sem ser de vulneráveis é o que mais chama a atenção. Esse crime cresceu 112,15%: de oito casos em 2021 para 17 em 2022. Os estupros de vulneráveis caíram levemente, de 42 para 41 (2,3%).

Reduções

Entre os índices com queda, as lesões corporais em geral tiveram a maior redução, de nove ocorrências para duas (-60%). Posteriormente, vêm as tentativas de homicídio, com diminuição de 15 para oito casos (-46%). A terceira posição da lista é ocupada por homicídios dolosos, com decréscimo de nove para sete (-22). Depois, estão lesão culposa por acidente de trânsito, de 153 para 131 (-14%); e lesões corporais dolosas em geral, de 374 para 351 (-6%). Nos dois anos, não houve homicídio doloso por acidente de trânsito, nem roubo a banco, e apenas um de latrocínio.

Pandemia

Para o delegado assistente da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba, Marcelo Almagro dos Santos, o aumento de crimes está relacionado à melhora nos índices da pandemia. Isto porque, destaca ele, neste ano, com a flexibilização das medidas de isolamento social, as pessoas passaram a circular mais. Com isso, paralelamente, as práticas criminosas tendem a crescer.

Ainda segundo Santos, o próprio verão, estação vigente nos três primeiros meses do ano, e as festas e feriados característicos da época são outros motivos. “A existência de feriados, por exemplo, costuma encher bares e eventos, e vemos a criminalidade tendo alguma alteração”, informa.

Estupros

Quanto aos estupros, especificamente, o delegado aponta que a alta nos registros tem ligação direta com o fato de as pessoas estarem denunciando mais. Hoje, cita ele, está mais fácil fazer isso, pois é possível fazer o boletim de ocorrência pela internet, sem sair de casa. Outra razão é o fato de mais condutas terem passado a ser consideradas estupro, e não só o ato sexual forçado.

Santos salienta que estupros podem ocorrer em qualquer lugar. Por isso, orienta as pessoas a não ficarem sozinhas em locais escuros ou desertos. Ainda aconselha adultos a ficarem atentos a mudanças comportamentais em crianças e, também, pais e responsáveis a observar condutas suspeitas de parentes ou pessoas próximas à família, por exemplo.“A maior parte das ocorrências dessa natureza ocorre entre quatro paredes, muitas vezes, cometidas por pessoas próximas, inclusive familiares da vítima.”

Ele também considera a conversa sobre o assunto, sobretudo com menores de idade, como mais uma medida fundamental. “As crianças precisam, desde cedo, entender que o corpo delas é um templo, que devem dizer não a investidas. E é preciso que as famílias sejam núcleos de segurança, onde elas sintam-se seguras para relatar fatos que as contrariem.” (Vinicius Camargo)

Jornal Cruzeiro do Sul

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