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Voltada para alunos especiais, Escola Clave de Sol busca apoio do Legislativo para manter suas atividades

O presidente da Casa, Fernando Dini (MDB), recebeu a direção da escola, que está há dois meses sem repasse do governo estadual

O presidente da Câmara Municipal, vereador Fernando Dini (MDB), recebeu a visita da diretora da Instituto de Educação Especial Clave de Sol, Roselaine Bispo de Almeida, na manhã desta terça-feira, 23, que esteve na Casa em busca de apoio para a manutenção das atividades educacionais da escola, que depende de repasse de recursos do Governo do Estado, através da Diretoria de Ensino.

Em conversa com a gestora escolar, o presidente do Legislativo constatou que a Escola Clave de Sol, nesse período de isolamento social motivado pela pandemia, não conseguiu autorização da Diretoria de Ensino da Secretaria Estadual de Educação para oferecer aulas presenciais para os alunos do credenciamento, com isso, passa por dificuldade financeiras desde o dia 4 de maio, quando se encerraram as férias escolares.

Fernando Dini se comprometeu a cobrar providências das autoridades responsáveis para que os alunos da escola, credenciados pelo Estado, não fiquem desassistidos. O parlamentar franqueou os veículos de comunicação da Câmara Municipal para que a diretora da Escola Clave de Sol explique o trabalho social desenvolvido pela instituição com alunos especiais. “Sem o repasse de recursos do governo estadual, os alunos e suas famílias é que serão os mais prejudicados prejudicados”, enfatizou.

Dos 320 alunos que estudam no Instituto de Educação Clave de Sol, 175 são credenciados pela Secretaria Estadual de Educação, através da Diretoria de Ensino, e contam com recursos para estudar na unidade, mas essa verba foi suspensa há dois meses. “Os demais alunos, em tese, são particulares, mas, na verdade, eles também são mantidos por essa verba estadual, que é diluída em benefício dos demais alunos”, explica Roselaine Bispo.

Entrevista à rádio – Em entrevista ao programa Conexão, da Rádio Câmara, Roselaine Bispo contou que os pais dos alunos que não foram autorizados pela Diretoria de Ensino a ter aulas não presenciais chegaram a entrar com ação contra a escola, achando que estavam sendo excluídos. Segundo ela, uma “avalanche de documentação” foi enviada à Diretoria de Ensino do Estado, buscando a autorização para oferecer aulas não presenciais também para os alunos credenciados, mas até o momento não houve resposta.

Roselaine Bispo disse que os alunos credenciados pelo Estado que estão sem aula estão sofrendo muito, pois não são capazes de compreender a situação. “Com os demais alunos particulares, já estamos trabalhando virtualmente, com diversas atividades, inclusive com vídeos no YouTube”, conta. Segundo ela, os pais dos alunos que estão sem aula acabaram compreendendo a situação da escola, que depende de autorização e repasse dos recursos estaduais para atendê-los.

Segundo a diretora, como o contrato para recebimento da verba estadual não previa aulas não presenciais, a Diretoria de Ensino informou que é preciso fazer um aditamento. “Mas já se passaram dois meses. Zeramos o nosso caixa. E os nossos funcionários voltam no final do mês e não teremos como mantê-los. Sem contar que, nesse período de suspensão das atividades, continuamos tendo que pagar diversas taxas”, conta.

A Escola Clave de Sol atende alunos especiais de várias faixas etárias, de crianças a idosos. A escola possui duas unidades de ensino, uma no Centro, dedicada à alfabetização, e outra no Alto da Boa Vista, que conta com diversas oficinas.

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