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Fique atento aos sintomas da leptospirose

Após as fortes chuvas que atingiram Sorocaba nesta semana e provocaram alagamentos, principalmente em pontos das zonas sul e oeste da cidade, a Secretaria Municipal da Saúde (SES) está reforçando suas ações preventivas e de orientação contra a leptospirose, doença infecciosa aguda que pode ser contraída a partir do contato com a água ou a lama contaminadas pela urina de roedores (ratos, ratazanas e camundongos).

De acordo com a Divisão de Zoonoses da Área de Vigilância em Saúde da SES, até o momento, um caso de leptospirose foi confirmado neste ano, mas isso não é motivo para preocupações. “O contato com a água da chuva e a lama da enchente deve ser evitado. Quem se expôs ao risco e manifestar sintomas deve se dirigir à unidade de saúde mais próxima de casa e comunicar ao médico”, comenta a diretora da Vigilância em Saúde, Daniela Valentim dos Santos, lembrando que quem teve contato com água da chuva ou com a lama de enchentes deve ficar atento ao aparecimento de sintomas da leptospirose pelo prazo de trinta dias.

Sobre a doença

Doença infecciosa aguda, a leptospirose é causada pela bactéria Leptospira interrogans, presente na urina de ratos e que provoca danos aos rins e ao fígado. Na sua forma mais grave, pode provocar icterícia, insuficiência renal e hepática, meningite e, se não for tratada, pode levar à morte. 

A contaminação ocorre quando a bactéria eliminada na urina do rato penetra através da pele e das mucosas (olhos, nariz, boca) ou por meio da ingestão de água e alimentos contaminados. A bactéria pode ficar na água da enchente e a presença de pequenos ferimentos na pele facilita essa contaminação.

No homem, os sintomas aparecem de um a 30 dias depois do contato com a bactéria, mas na maior parte dos casos esse período é de 7 a 14 dias. Os sintomas são muito variados, mas o início da doença é súbito: febre, dor de cabeça, dores no corpo (principalmente na batata da perna), fraqueza, calafrios. Pode também ocorrer: coloração amarelada da pele (icterícia), alteração do volume urinário, hemorragias na pele, nas mucosas e nos órgãos internos (pulmão, estômago, intestino). Se não for tratada logo e corretamente, a doença pode levar à morte.

Fonte: Silvia Arruda/Secom

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