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E por falar de amor… três anos longe de você

Três anos após a sua morte (22 de abril de 2012), Sorocaba ainda ressente a falta de Fernando Dini Neto, que era casado com Cecília Pereira Dini e deixou seus filhos Heitor, Flávio e Juliana.

Nascido em 21 de junho de 1947, Dini foi um jovem revolucionário, sempre inconformado e combativo às injustiças sociais. Foi incansável em seus veementes protestos. Como brilhante publicitário, foram incontáveis os outdoors, faixas e balões gigantescos com frases denunciando a corrupção política, o abandono do governo com a população miserável e principalmente incentivando o povo a estudar e entender política, entendendo que esta é a única salvação do país.

Foi autor do livro “Estórias para acordar gente grande” (2006), deixando dois quase finalizados, sob a origem das palavras, do qual era grande estudioso. Há 20 anos seu espírito indômito procurava novas verdades, e nessa incansável busca descobriu a ayahuasca, na linha da doutrina do Santo Daime, fato transformador em sua existência e que possibilitou expandir a grande generosidade que sempre o caracterizou.

Tendo “encontrado seu lugar no mundo”, como ele dizia, pouco depois inaugurou um pequeno templo da doutrina (Céu Sagrado – 1996), que rapidamente ficou pequeno, levando-o a construir sempre com recursos próprios o majestoso prédio de dois mil metros quadrados em dois níveis e que já está pequeno diante da grande afluência de pessoas vindas de toda parte do mundo, em especial da Europa.

O legado de Fernando Dini Neto no trabalho de cura de dependentes químicos, alcoólatras, tabagistas e depressivos proporcionado pelo chá sagrado rendeu-lhe honrosos prêmios, entre eles o “Prêmio Darcy Ribeiro”, outorgado anualmente a  apenas uma entidade que se destaca na benemerência; comenda do Governo Japonês, recebida no Japão, pelas curas proclamadas pelas colônias japonesas de Mogi das Cruzes e Osasco; título de Cidadão Paulistano outorgado pela Câmara Municipal de São Paulo e muitos outros.

Paralelamente aos magníficos resultados advindos da Igreja do Céu Sagrado, Fernando deixou em pleno funcionamento outras frentes de trabalho, criando o “Pronto Socorro Espiritual”, que atende diariamente grande número de dependentes químicos, tabagistas, alcoólatras e depressivos vindos de toda parte do Brasil, com resultados sempre surpreendentes, definitivos e inteiramente gratuitos. Também a alimentação dos pobres, com centenas de distribuição de marmitex, bem como atendimento médico e outros, também graciosamente.

Para alguns, Dini tinha um perfil excêntrico, próprio da inteligência acima da média. Era capaz de discutir qualquer assunto com propriedade. Politizado, liderou, sozinho, campanhas em favor do voto consciente, da cidadania, contra o uso das drogas. Promovia a conscientização de uma forma curiosa: por conta própria, investia na pintura de muros, na produção de cartazes e até em anúncios nos jornais de circulação local.

Num deles, datado de 1995, pregava: “Não basta ser brasileiro. Tem de ser Livre””. O texto publicado num 7 de setembro, data da independência do país, destacava, em dado momento, que “o caminho da verdadeira liberdade do homem e da felicidade está no entendimento constante do valor da vida e na busca à justiça”. Fernando Dini era um panfletário convicto, mas priorizava as causas legítimas. Quando o voto eletrônico foi adotado nas eleições, desenhou uma urna funerária, chamando a atenção para a importância da escolha acertada.

Fernando Dini Neto trabalhou, ainda, no segmento da reciclagem. Sua empresa retirava da cidade de São Paulo algo em torno de 150 toneladas por mês de embalagens plásticas que eram transformadas em matéria prima reaproveitável.

A esse nobre espírito, que é o único responsável pela criação de todo esse complexo, deixando-o funcionando a todo vapor, as palavras jamais poderão exprimir tudo que ele verdadeiramente merece. É um espírito de luz que deixou sua marca inesquecível, seja pela bondade, doçura e generosidade que sempre o caracterizou, seja pela grande obra que cada dia multiplica cada vez mais os benefícios aos sofredores. Hoje, tudo continua funcionando magnificamente, capitaneado magistralmente por Luciano, seu irmão caçula, que é assessorado pela sempre amorosa família.

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