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Confira as orientações de conduta em acidentes com escorpião

Devido ao aumento da presença de escorpiões em meio urbano, fato esperado nos períodos mais quentes e úmidos (de outubro a março) do ano, este documento tem como objetivo orientar os profissionais da saúde sobre o encaminhamento dos casos de acidentes com escorpião. A maioria dos acidentes tem evolução benigna (letalidade 0,03 %); os casos graves e óbitos têm sido associados a acidentes por T. serrulatus (escorpião amarelo) em crianças menores de 10 anos. No escorpionismo, o tempo entre o acidente e o início de manifestações sistêmicas graves é bem mais curto (1,5 horas) do que para os acidentes ofídicos (3 horas), sendo portanto necessário a rápida assistência para manter sinais vitais e realização de tratamento específico quando indicado.

 

Quadro clínico

  • Manifestação Local: a dor local, uma constante no escorpionismo, é de intensidade variável. A dor ocorre imediatamente após a picada, o que faz com que o paciente procure rapidamente atendimento médico.
  • Manifestações Sistêmicas: são decorrentes dos efeitos colinérgicos e adrenérgicos desencadeados pelo veneno. De acordo com a intensidade dos sintomas apresentados pelos pacientes.

 

Classificação dos acidentes

  • Acidentes Leves: são os mais frequentes, ao redor de 95% dos acidentes. Está presente praticamente apenas o quadro doloroso local, podendo ocorrer discreta taquicardia e agitação, mais relacionadas à dor e à ansiedade, eventualmente um episódio de vômito.
  • Acidentes Moderados: além do quadro doloroso, estão presentes algumas manifestações sistêmicas de pequena intensidade: náuseas e/ou alguns episódios de vômitos, sudorese discreta, taquicardia, taquipnéia e hipertensão leves.
  • Acidentes Graves: ocorrem náuseas e vômitos profusos e frequentes (sintoma importante, que anuncia a gravidade do envenenamento), sialorréia, sudorese profusa, hipotermia, tremores, agitação alternada com sonolência, hipertensão arterial, taqui ou bradicardia, extrassístoles, taquipnéia, tremores, hipotermia. Podem ocorrer alterações de eletro e ecocardiograma. Os casos graves podem evoluir com arritmias cardíacas, bloqueio AV total, taquicardia Secretaria da Saúde supraventricular, insuficiência cardíaca, edema agudo de pulmão, choque e óbito.

 

Tratamento

Todo paciente picado por escorpião deve permanecer em observação durante 6 horas, mesmo os casos leves. Os casos moderados e graves devem ser observados em ambiente hospitalar.

Sintomático: alívio da dor através da infiltração de lidocaína a 2% sem vasoconstritor (repetida por até três vezes, com intervalo de 60 minutos, ou utilização de dipirona ou outro analgésico, por via oral ou parenteral. Em casos de vômitos profusos, que persistem após a soroterapia antiveneno, além da hidratação parenteral, que deve ser feita com muito cuidado, pode-se utilizar metoclopramida por via parenteral.

Específico: consiste na aplicação de soro anti-escorpiônico (SAEsc) ou na falta deste, soro anti-aracnídico (SAAr), 3 ampolas nos casos moderados e 6 nos casos graves. O SAEsc ou SAA está formalmente indicado em todos os casos graves e moderados.

 

Encaminhamento dos casos

Casos leves deverão ser mantidos em observação por mínimo de 6 horas em UPH.

Casos moderados e graves devem ser encaminhados para tratamento específico com soro anti-escorpiônico (SAEsc), no Pronto Socorro do Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS). Entrar em contato via telefônica com o Pronto Socorro do CHS através do fone 3332-9100, ramal 9281 para Clínica Médica e ramal 9280 para pediatria. Relatar o caso ao médico de plantão.

Todos os casos devem ser encaminhado com guia de referência em ambulância (SAMU).

Fonte: Prefeitura de Sorocaba

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