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Como o cigarro pode comprometer a sua saúde

Hoje é dia 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo e não há dúvidas. O fumante é o maior prejudicado por seu hábito. Em média, ele vive 10 anos a menos que um não-fumante. As substâncias introduzidas no organismo pelo cigarro causam danos imediatos e acumulados, prejudicando a saúde global do indivíduo e elevando os riscos de desenvolvimento de diversas doenças.

 Quanto mais cedo se dá o início do uso de drogas, maior a chance de o indivíduo tornar-se um usuário regular e apresentar problemas decorrentes desse uso, na infância e adolescência, com o cérebro ainda imaturo, maior é a probabilidade de ocorrerem atrasos no desenvolvimento e prejuízos cognitivos, com suas respectivas repercussões.

 A lista de males é extensa e assusta. Mas cada item é também um bom motivo para a decisão de largar o cigarro. Quanto mais cedo o tabagismo for abandonado, maior o ganho de saúde.

 

FUMAR PROVOCA:

 – Vaso constrição e redução do fluxo de sangue nos tecidos.

– Lesão da camada celular interna dos vasos (endotélio).

– Redução do colesterol bom (HDL).

– Redução da liberação de oxigênio para os tecidos.

– Aumento da acidez do estômago.

– Irritação e inflamação de olhos, garganta e vias aéreas.

– Aumento da produção de radicais livres que lesam as células.

– Aceleração da arteriosclerose.

 

FUMAR AUMENTA:

 – a pressão arterial;

– a frequência cardíaca;

– o risco de doenças das coronárias, como angina do peito e infarto do miocárdio;

– em três vezes o risco de morte por infarto em homens com menos de 55 anos;

– em dez vezes o risco de tromboembolia venosa e infarto em mulheres que tomam anticoncepcionais;

– o risco de má circulação nas pernas;

– o risco de impotência sexual.

 

DOENÇAS CEREBROVASCULARES

 – Fumar triplica o risco de derrame cerebral (acidente vascular cerebral), sendo responsável por 25% das ocorrências da doença.

 

CÂNCER

 – O cigarro contém mais de 40 substâncias cancerígenas que aumentam o risco de câncer:

– de boca, faringe, laringe e traqueia;

– de pulmões – risco dez a vinte vezes maior do que o do não-fumante;

– de esôfago, estômago, rins, bexiga e colo de útero, entre outros.

 

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

 – As substâncias presentes na fumaça do cigarro agridem os cílios das vias aéreas, dificultando a eliminação de muco e catarro, essencial para o bom funcionamento dessas vias. Além disso, com a idade, o fumo contribui para a queda da capacidade respiratória e para o aparecimento de outros problemas, como:

– tosse, chiado e falta de ar;

– bronquite crônica e enfisema (DPOC) – o fumo é responsável por 90% dos casos e aumenta o risco de incidência em dez vezes;

– distúrbios da voz e rouquidão;

– infecções das vias respiratórias e crise de asma.

 

PELE

– Fumar aumenta o risco de rugas prematuras e de celulite e interfere na cicatrização de feridas cirúrgicas.

 

E FUMAR AINDA…

– Prejudica o tratamento de doenças, como gastrite, úlcera péptica, esofagite de refluxo, angina, insuficiência cardíaca, bronquite, enfisema e asma.

– Aumenta complicações pós–operatórias, especialmente em idosos, obesos e pacientes em tratamento de doenças cardíacas ou respiratórias.

Inflama gengivas, escurece os dentes e causa mau hálito.

– Aumenta o risco de catarata.

 

PARA AS MULHERES, FUMAR:

– Aumenta o risco de osteoporose, especialmente após a menopausa.

Aumenta o risco de infertilidade.

– Aumenta em 39% as chances de desenvolver doenças coronarianas e 22% o risco de acidentes vasculares cerebrais quando associado ao uso de contraceptivos orais. 

 

PARA AS GESTANTES, FUMAR:

– Aumenta em cerca de duas vezes a chance de abortar, de ter filho pramaturo ou com baixo peso.

– Perder o bebê no período neonatal.

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