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Comissão de Saúde: Gestor da Santa Casa aponta diferença de R$ 1 milhão em medicamentos

A Comissão de Saúde da Câmara de Sorocaba, composta pelos vereadores Fernando Dini (PMDB), Izídio de Brito (PT) e Pastor Apolo (PSB) esteve reunida na tarde desta quarta-feira com o gestor da Santa Casa, Francisco Antônio Fernandes.

O gestor afirmou que vários setores do hospital passam por inventários e que na farmácia por exemplo, encontrou uma diferença de aproximadamente R$ 1 milhão. “O valor real de medicamentos a serem encontrados na farmácia era de R$ 2 milhões. No entanto, encontramos apenas R$ 1,1 milhão. O que houve foi o mau gerenciamento por parte da antiga administração”, diz.

Francisco também garantiu que fez cotações com três empresas para que seja feita a auditoria fiscal da Santa Casa. “Não encontramos irregularidades em documentos escritos, mas percebemos a realização de vários contratos verbais, que não tiveram a formalidade realizada, assim como avarias na parte de dados eletrônicos. Fizemos cópias dos dois servidores para que seja feita a análise detalhada de cada documento”, explica.

O gestor ainda explicou a situação da Casa Mata, que está sendo construída em anexo à Santa Casa. “Não temos o valor de quanto foi gasto para o começo das obras. O que conseguimos foi manter a doação do acelerador linear que será colocado em outra área já definida e que comporta com tranqüilidade o aparelho”, diz.

Francisco ainda cita que até o dia 31 de março, já deverá ter extinguido os atendimentos do convênio Santa Casa Saúde, passando o hospital a responder apenas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

O gestor ainda disse que há uma defasagem para tratamento de pacientes com problema de próstata no hospital, que ultrapassa a média desejável de 60 dias. “Hoje, existem 90 pacientes na fila, mas que estão recebendo o primeiro tratamento, de hormônioterapia, que o mantém em tratamento.”

As equipes médicas, segundo Francisco, continuam sem receber o dinheiro atrasado, mas que trabalham para a continuidade do atendimento do hospital e aguardam pela assinatura de um TAC (Termo de Ajuste de Conduta), para que esse acerto seja feito.

O gestor ainda citou que a Santa Casa hoje atende com o dobro da capacidade no sistema SUS. “Fazemos 450 cirurgias e 160 partos, o que equivale ao dobro do que conseguíamos quando o sistema público dividia o espaço com o convênio. Nossa intenção é de, nos primeiros seis meses, terminar todo o levantamento e que uma possível OS seja estabelecida, com a determinação do prefeito Antônio Carlos Pannunzio, de qual modo de gestão deverá prevalecer”, diz. “Em 45 dias, gastamos R$ 4,5 milhões em atendimento. Um valor bem abaixo do que a antiga administração gastava em menos de um mês. É um avanço”, completa o gestor.

O membro da Comissão de Saúde, vereador Fernando Dini, afirmou que outros problemas precisam ser contornados, como a defasagem de leitos cirúrgicos para adultos, apontada pelo próprio gestor e o valor gasto com a Casa Mata. “Precisamos saber aonde e quanto foi investido para a construção desse prédio”, ressalta.

Já o presidente da Comissão, vereador Izídio de Brito, afirma que haverá reuniões mensais com o gestor da Santa Casa, para que o Poder Legislativo acompanhe de perto todo o trâmite da intervenção.

 

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