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Campanha de vacinação contra a gripe será realizada em duas etapas

Segundo orientação da Coordenação de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado de São Paulo, em Sorocaba a Campanha de Vacinação contra a Influenza (gripe) ocorrerá em duas etapas, para públicos distintos mais vulneráveis à doença que compõem os chamados grupos de risco. A ação terá início hoje, sábado (30), com a realização do chamado Dia “D”, ocasião em que todas as 31 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) vão operar, excepcionalmente, das 8h às 17h, para atendimento à demanda.

A Secretaria da Saúde (SES) de Sorocaba fez a solicitação de 150 mil doses, porém, recebeu da CVE 44.900 doses, ou seja, o equivalente a 32% do total. O público-alvo para receber a vacina em Sorocaba é DE aproximadamente 168 mil pessoas, sendo que a meta é imunizar 80% desse total. Uma nova grade de doses está prevista para ser repassada aos municípios a partir do dia 2 de maio. A campanha prossegue até 20 de maio, para proteger a população contra os vírus A/Califórnia (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane.

“Esse fracionamento da entrega das doses e de atendimento ao público é uma estratégia do Estado e vale para todos os municípios do interior de São Paulo. As doses iniciais serão suficientes para o Dia ‘D’ e devem durar até o início da próxima semana”, destaca o secretário da Saúde, Francisco Fernandes. Isso, com base na procura em ação semelhante realizada em 2015, quando 15% do público-alvo foi imunizado no primeiro dia. “Desta vez temos como meta atingir o dobro disso, ou seja, 30%. Então, as doses que temos devem ser suficientes, inicialmente”, completa.

Etapas

Na primeira etapa da campanha, a partir deste sábado (30) serão vacinadas apenas as pessoas com 60 anos de idade ou mais, as crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade, indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto) e os profissionais de saúde que trabalham nos hospitais e unidades de pronto-atendimento público e privado, bem como nas UBSs.

A segunda fase começará no dia 9 de maio, quando a vacina estará liberada também às pessoas com comorbidades (portadores de doenças crônicas não transmissíveis), demais profissionais de saúde, detentos e funcionários do sistema prisional, além de jovens (de 12 a 21 anos de idade) sob medidas socioeducativas.

“A campanha vai priorizar somente esses públicos, porque são as pessoas com maior risco de internação, e até óbito, decorrentes de complicações em caso de contágio pela gripe. Para não haver falta de doses a que de fato precisa, vamos ser criteriosos na distribuição da vacina”, avisa o secretário. Neste sentido, para receber a vacina os pacientes crônicos terão que apresentar receita médica ou de identificação do medicamento usado em tratamento recente (no máximo há um ano da atual), no ato da aplicação.

O diretor da Área de Vigilância em Saúde da SES, Rafael Reinoso, orienta que o munícipe leve a carteira de vacinação no ato da imunização, para fixação do comprovante. Durante a campanha ainda haverá atualização da caderneta de vacinação das crianças, com oferta de outros tipos de vacinas que integram o calendário nacional de imunizações. “E só será liberada a imunização para outros públicos se houver sobra de doses, após a imunização de ao menos 80% dos grupos de risco”, frisa.

Crianças e acamados

A chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da SES, Renata Guida Caldeira, lembra que crianças de 6 meses a 8 anos que vão tomar a vacina pela primeira vez receberão dose dupla. A segunda será ministrada 30 dias após a primeira e estará disponível na UBS mais próxima. “Vamos garantir a reserva dessa segunda dose para esse público”.

No Dia “D” ainda haverá seis equipes volantes da SES, com 12 pessoas cada, para fazer o atendimento em domicílio de pacientes acamados e que não são assistidos pelo Serviço de Atendimento Domiciliar (SAD) da Prefeitura, mas que se enquadram no primeiro grupo definido para a campanha. O primeiro prazo de adesão terminou nesta quinta-feira (28) e os demais interessados podem se inscrever até o dia 5 de maio nas UBSs para receberem a vacina no decorrer da campanha. Até o momento são 1.103 cadastrados, entre aqueles atendidos pelo SAD e os que não são beneficiados por esse serviço.

Casos

Conforme boletim epidemiológico divulgado na última quinta-feira (28) pela SES, Sorocaba tem 101 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registrados em 2016. Destes, 97 estão no aguardo de resultado para constatar a causa, 03 tiveram causa não especificada e um refere-se a criança de 11 anos em que foi constatado o vírus Influenza A H1N1. Trata-se de moradora da região leste da cidade que apresenta várias comorbidades (fibrose cística, hipertensão pulmonar e diabetes), ficou internada no Hospital das Clínicas, em São Paulo, e já recebeu alta médica.

“A demora na confirmação é decorrente do Instituto Adolfo Lutz, na Capital, pois o procedimento é todo manual. Temos praticamente o dobro de casos de SRAGs registrados no ano passado na cidade, somando 54 e 12 mortes. Só que, naquela ocasião, não houve contágio por H1N1”, analisa o secretário da Saúde. Em 2016, o número de óbitos por SRAGs somam 09 (07 no aguardo de confirmação da causa e 02 não especificados).

Leitos

Ainda na última quinta-feira (28), em entrevista coletiva à imprensa, o secretário da Saúde confirmou que, a partir do dia 15 de maio, o número de leitos intermediários disponíveis para casos de emergência na Santa Casa de Sorocaba passará de 05 para 12. Já no Gpaci, a partir da mesma data, estarão disponíveis outros 08 leitos do tipo para emergências pediátricas.

“As instalações na Santa Casa estão sendo adaptadas e o contrato com o Gpaci será formalizado na próxima semana. Esses leitos servirão, inclusive, para atender pacientes de SRAGs e demais casos que necessitam de exames no paciente, para constatação de diagnósticos”, explica.

A chefe da DVE lembra que os casos de SRGAs são de notificação compulsória, ao contrário daqueles de Síndrome Gripal (SG). E recomenda à população que procure por atendimento na rede básica de saúde em caso de constatação de febre de início súbito, acompanhada de tosse e dor de garganta, e ainda dor muscular ou nas articulações. O tratamento clínico para Influenza é um só, independente do tipo do vírus, e normalmente feito à base de Oseltamivir (Tamiflu), disponível em todas as unidades de saúde da rede municipal, mediante prescrição médica.

 

Fonte: Secom

Foto: Secom/Assis Cavalcante

 

 

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