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Alunos de Sorocaba estão sem receber conteúdo pedagógico

Desde que as escolas e creches municipais foram fechadas em Sorocaba (SP), quase 60 mil estudantes estão em casa sem receber atividades, segundo afirmam os pais. O caso chegou ao Ministério Público, que apura eventual violação do direito à educação dos alunos.

Sem poder trabalhar por causa da pandemia, a artesã Vanessa Moreira conta que tem conseguido ficar mais tempo com os filhos. Porém, os momentos em casa têm preocupado a mãe da Lavínia, de 4 anos, e do Miguel, de 8.

Os dois filhos estudam em escolas municipais de Sorocaba e estão há três meses sem receber conteúdo pedagógico. Apesar de não ter nenhuma orientação sobre o conteúdo visto pelos filhos antes das aulas serem suspensas, Vanessa explicou que tenta ajudar como pode e que usa a internet para pesquisar atividades. Para ela, essa não é a rotina que ideal para os filhos.

“No meu condomínio tem crianças que estudam em outras cidades que estão recebendo todo o suporte por videoconferência, até reunião de pais”, explica.

Andrea Lima também se preocupa com a situação. Ela é professora e tem três filhos em fase escolar, os gêmeos Gabriela e Leonardo, de 11 anos, e o Henrique, de 9.

Andrea explicou que incentiva as crianças a lerem e a fazerem atividades. Ela conta que as aulas de música são feitas a distância, mas com tempo livre os filhos também também gostam de jogar videogame e brincar bastante.

“Se a Secretaria da Educação tivesse oferecido essa autonomia para as escolas desde o começo, as crianças não estariam sem atividades nestes três meses”.

O Miguel, filho da Vanessa, e os três filhos da Andrea, estudam na escola Oswaldo Duarte, no Wanel Ville. As mães contaram que não receberam o kit escolar que deveria ter chegado no início do ano letivo.

Em uma notificação enviada à prefeitura, a promotora Cristina Palma diz que recebeu representações sobre a falta de solução para os estudos.

No primeiro ofício, a Secretaria de Educação informou que teria um plano para reposição das aulas, mas o Ministério Público informa que, como a situação se estendeu, isso já não seria mais suficiente, e a prefeitura deve se adaptar.

A promotora sugere que sejam feitas aulas online ou distribuição de atividades nas escolas.

Em nota, a prefeitura informou que a maioria dos alunos tem de 0 a 10 anos e que, por causa da faixa etária, o ensino a distância teria obstáculos. Entre eles, a dificuldade de acesso à internet, falta de interação e vínculo com o professor.

Fonte: G1

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