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27 de setembro: Dia nacional da doação de órgãos

Vinte e sete de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos. Segundo a ABTO – Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, o Brasil é o segundo país do mundo em número de transplantes realizados por ano. Mas ainda precisamos conscientizar a população sobre o assunto.

O transplante é um procedimento médico com enormes perspectivas para pessoas com insuficiências orgânicas terminais ou crônicas. Uma das formas de doação é com doadores não vivos, ou seja, aqueles em que a morte encefálica foi detectada, tendo a parada definitiva e irreversível do encéfalo, que provoca em poucos minutos a falência de todo o organismo. As principais causas são: traumatismo craniano grave, tumor intracraniano ou derrame cerebral. 

Segundo Dr. Luiz Eduardo Bettarello, Cardiologista e Superintende Médico do Hospital Samaritano de São Paulo, a população brasileira tem que estar consciente da necessidade de depois da morte destinar os seus órgãos para salvar muitas vidas. “Não é necessário deixar nada por escrito, mas é fundamental comunicar a família o desejo de ser um doador, para que o procedimento seja autorizado”, salienta Dr. Bettarello. 

Pessoas de todas as idades podem ser consideradas potenciais doadoras, sendo que a sua condição médica no momento da morte determinará quais órgãos e tecidos poderão ser doados. Pode-se doar coração, córneas, osso, rim, medula óssea, fígado, pulmão, pâncreas e pele. “Os órgãos são removidos cirurgicamente em uma operação de rotina”, explica o médico.

Os órgãos serão doados para indivíduos que estejam na lista de espera, de acordo com a gravidade da doença, tempo de espera, tipo de sangue e outras informações médicas. Testes laboratoriais confirmam a compatibilidade entre doador e receptores. 

Outra maneira de doação é com indivíduo vivo, ou seja, pessoa que possa doar órgão ou tecido sem comprometimento da saúde e que tenha sido avaliada por médico. Parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores. Não parentes somente com autorização judicial. Pode-se doar: rim, medula óssea, fígado, pulmão e pâncreas.

Fonte: Hospital Samaritano

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