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SES alerta sobre cuidados contra a meningite bacteriana

Nesta época do ano, muito se fala sobre a importância dos cuidados com as doenças de transmissão respiratória. Não se comenta numa mesma proporção, porém, sobre a meningite, uma grave enfermidade que pode levar à morte. Nesse sentido, a Secretaria da Saúde de Sorocaba (SES) alerta a população para medidas simples, semelhantes às que previnem a gripe, por exemplo, e que também são úteis para evitar a meningite.

No caso da meningite bacteriana, a mais grave, a doença pode ser transmitida por espirros, tosse, saliva, bem como pelo compartilhamento de talheres e copos, entre outras formas. Para ocorrer o contágio, basta que o responsável por transmiti-la tenha em seu organismo a bactéria Neisséria meningitidis, mais conhecida como meningococo, ou a bactéria Haemophilus influenzae, popularmente chamada de Hib.

Segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE) da SES, são medidas preventivas à doença: cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir; lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou álcool em gel; não compartilhar copos, talheres e alimentos; não levar as mãos à boca e olhos; evitar aglomerações e locais pouco arejados; e manter ambientes sempre limpos e ventilados.

O paciente com meningite apresenta, entre outros sintomas, febre alta, dor de cabeça, indisposição, vômitos e rigidez na nuca. Em crianças, febre, irritação, choro constante e abaulamento da “moleira”, sem necessariamente rigidez na nuca. Se não tratada rapidamente, a doença – principalmente a bacteriana, que é mais preocupante – pode desencadear confusão mental, coma e óbito.

Além bacteriana, a doença pode ser manifestada por vírus, fungos, lesão física, neoplasias ou certas drogas. Conforme a DVE/SES, a patologia caracteriza-se pela inflamação das meninges, membranas que envolvem o encéfalo (cérebro, bulbo e cerebelo) e a medula espinhal. No caso das transmissões que não sejam por bactérias, não há tratamento específico. Nestas situações, há apenas acompanhamento da inflamação.

Atendimentos
Quando o paciente apresenta sintomas da doença durante atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Pronto-Atendimentos (PAs), é encaminhado a uma das Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) ou à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Éden, para realizar o exame do líquor, coletado por meio de punção lombar. As notificações de suspeitas e casos confirmados também são feitas e repassadas à DVE/SES por unidades da rede particular. Após o procedimento, se confirmada a doença, é requisitada, na maioria dos casos de meningite bacteriana, a internação.

No município, no caso dos adultos, quando há necessidade de internação na rede municipal de saúde, os pacientes são encaminhados à Santa Casa; as crianças, por sua vez, têm como referência o Grupo de Pesquisa e Assistência ao Câncer Infantil (Gpaci) e o Hospital Santa Lucinda, explica a chefe da DVE/SES, Renata Guida Caldeira. Esses pacientes permanecem isolados, conforme preconização do Ministério da Saúde (MS), e recebem tratamento, geralmente, com antibióticos e anti-iflamatórios.

Números
Em 2016, até o dia 19 de julho, Sorocaba registrou 45 casos e teve um óbito causado por meningite na cidade, informa a DVE/SES. Os números mostram uma tendência de diminuição no comparativo a anos anteriores: em 2015 todo, por exemplo, foram 125 registros confirmados da doença e 10 mortes; em 2014, 135 e 12, respectivamente. Na série histórica 2010-2016, a maior quantidade de casos (158) foi observada em 2013, ano em que também foram contabilizados mais óbitos pela doença: 19.

Assim que o caso de meningite bacteriana é confirmado, a DVE/SES inicia todo um processo de “bloqueio medicamentoso”, para evitar a disseminação da doença. Pessoas muito próximas ao doente, então, também são tratadas com antibióticos.

“O risco de pegar meningite existe, embora os números estejam em queda e o fato desta época do ano o que mais se fala é mesmo em gripe e Síndrome respiratória Aguda Grave (Srag). Apesar disso, todo cuidado é pouco”, finaliza Renata.

Fonte: Secom

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